Crédito e finanças

Cálculo de viabilidade financeira: entenda o que é e como fazer da forma correta

Profissional de negócios apresentando gráficos em uma apresentação.

Como garantir que um projeto imobiliário seja rentável? A resposta está no cálculo correto da viabilidade financeira. Em um mercado competitivo, tomar decisões baseadas em achismos é um risco que nenhuma empresa pode correr. 

Uma análise de viabilidade econômica e financeira bem-feita não apenas previne prejuízos, mas também maximiza o retorno sobre o investimento (ROI).

Em um cenário que enfrenta constantes mudanças econômicas, é fundamental compreender e aplicar os métodos adequados para avaliar se um empreendimento é realmente viável. 

Se você ainda não conhecia a importância desse estudo, continue lendo para descobrir como ele pode ser a chave para transformar suas decisões estratégicas e garantir que os investimentos se tornem seguros e lucrativos!

O que é viabilidade financeira e econômica?

A viabilidade financeira é o processo de avaliação que determina se um projeto possui condições de gerar retorno financeiro suficiente para cobrir os investimentos iniciais e os custos operacionais. Essa análise estima a capacidade de um empreendimento de se sustentar ao longo do tempo, considerando fluxo de caixa, custos fixos e variáveis, receitas e despesas.

Por outro lado, a análise de viabilidade econômica foca não apenas no retorno financeiro direto, mas também no impacto do projeto na economia como um todo. Essa abordagem abrange fatores sociais, ambientais e de desenvolvimento regional.

Embora os termos sejam usados como sinônimos, a viabilidade econômica amplia o escopo da análise financeira, considerando a geração de valor para a comunidade, algo cada vez mais valorizado por investidores e stakeholders.

Mulher usando tablet em um ambiente de trabalho criativo.

Principais benefícios de calcular a viabilidade financeira corretamente

Realizar o cálculo de viabilidade com precisão oferece uma série de benefícios práticos para a gestão financeira e estratégica da sua incorporadora ou construtora.

Prevenção de prejuízos e riscos financeiros 

Um dos maiores benefícios é a capacidade de prevenir prejuízos. Ao identificar antecipadamente os pontos fracos, como custos superestimados ou receitas otimistas demais, é possível evitar investimentos mal planejados. 

Esse processo ajuda a reduzir o risco de endividamento, permitindo um planejamento de recursos mais controlado.

Melhor aproveitamento de recursos e orçamento 

Quando todos os custos e receitas são detalhadamente avaliados, é possível identificar custos ocultos e oportunidades para otimizar os investimentos. 

Essa clareza no orçamento permite que os gestores ajustem as estratégias conforme a disponibilidade dos recursos, evitando desperdícios e maximizando a eficiência.

Tomada de decisão estratégica e segura 

Uma decisão baseada em dados concretos é sempre mais segura. Através da análise de viabilidade, os gestores contam com indicadores precisos que mostram se o projeto tem potencial para gerar lucro. 

Esse suporte analítico é fundamental para planejar investimentos de longo prazo, tornando o processo decisório menos intuitivo e mais científico.

Maior facilidade para captação de investimentos e crédito 

Em um cenário competitivo, um estudo de viabilidade bem estruturado é o diferencial para atrair investidores e obter linhas de crédito. 

Bancos e fundos de investimento analisam minuciosamente a viabilidade dos projetos antes de liberar recursos. Um estudo robusto, que apresente VPL, TIR e Payback claros, aumenta exponencialmente as chances de aprovação e abre portas para financiamentos que podem acelerar seu empreendimento.

Mulher usando óculos trabalhando no computador com logo CUB ao fundo

Como fazer o cálculo de viabilidade financeira passo a passo

Realizar o cálculo da forma correta exige um processo estruturado. Definir os objetivos é o começo, mas a coleta e análise dos dados são o coração do estudo.

Passo 1: Projeção de receitas e VGV

O primeiro passo é estimar o potencial de receita do projeto. No mercado imobiliário, isso é centrado no Valor Geral de Vendas (VGV), que é a soma do valor de venda de todas as unidades do empreendimento.

É importante que essa projeção seja realista, considerando as condições atuais do mercado, a velocidade de vendas esperada e o cronograma de recebimentos. Um VGV inflado pode distorcer toda a análise e levar a conclusões erradas.

Passo 2: Mapeamento de custos e investimentos

Nenhum custo pode ficar de fora. Esta etapa envolve levantar todos os desembolsos que o projeto exigirá, desde a concepção até a entrega final. Isso inclui:

  • Aquisição do terreno;
  • Custos de aprovação e legalização;
  • Custos de construção (materiais, mão de obra);
  • Marketing e comissões de venda;
  • Despesas operacionais e administrativas;
  • Impostos e taxas.

Um mapeamento incompleto é a principal causa de projetos que estouram o orçamento.

Passo 3: Definição da Taxa Mínima de Atratividade (TMA)

A TMA é um dos conceitos mais importantes. Ela representa o retorno mínimo que o investidor (seja a própria empresa ou um terceiro) aceita para investir naquele projeto, em vez de aplicar o dinheiro em outra oportunidade de mercado (como um investimento financeiro seguro).

Essa taxa é fundamental, pois ela será usada para “descontar” o fluxo de caixa futuro, ou seja, para calcular quanto o dinheiro que você receberá daqui a 3 anos vale hoje. A TMA é a sua régua para medir o sucesso.

Análise de viabilidade econômica: os 3 principais indicadores

Com as projeções de receita (passo 1), custos (passo 2) e a TMA (passo 3) em mãos, aplicamos os indicadores que transformarão esses números em respostas claras.

VPL (Valor Presente Líquido)

O VPL é o indicador mais completo. Ele traz todos os fluxos de caixa futuros (receitas menos custos de cada mês) para o valor presente, usando a TMA como taxa de desconto, e subtrai o investimento inicial.

A regra é simples:

  • VPL Positivo (> 0): O projeto é viável. Ele não apenas paga o investimento inicial, como também gera um retorno acima da Taxa Mínima de Atratividade (TMA) exigida.
  • VPL Negativo (< 0): O projeto é inviável. O retorno gerado não é suficiente para cobrir o custo de oportunidade do capital.

TIR (Taxa Interna de Retorno)

A TIR é a taxa de rentabilidade intrínseca do projeto. Ela representa o percentual de retorno que o próprio empreendimento gera.

A regra de decisão é comparar a TIR com a sua taxa mínima:

  • TIR > TMA: O projeto é atrativo. A rentabilidade dele é maior do que o mínimo que você exige para investir.
  • TIR < TMA: O projeto deve ser rejeitado. É melhor aplicar o dinheiro em outra oportunidade que renda, no mínimo, a TMA.

Payback descontado

Este indicador mostra em quanto tempo o investimento inicial será recuperado. Diferente do payback simples, o descontado considera o valor do dinheiro no tempo (usando a TMA), tornando-o muito mais preciso.

O payback descontado é essencial para entender a liquidez e o risco do projeto. Um projeto pode ser rentável (TIR alta), mas ter um payback de 8 anos, o que pode não ser viável para o fluxo de caixa da empresa.

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A viabilidade financeira é a etapa mais importante do planejamento de um empreendimento imobiliário. Em um setor de alto investimento e ciclos longos, cada decisão conta.

O cálculo de viabilidade é imprescindível para evitar prejuízos, otimizar o uso de recursos e tomar decisões estratégicas com base em dados concretos. A CUB é sua parceira na administração dos seus recebíveis, oferecendo um dashboard completo de informações e análises da realidade financeira do seu negócio. Quer descobrir como? Agende uma demonstração com o nosso time!

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