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Sistema Sienge: 4 Processos que Ficam de Fora

Sistema Sienge: parceiro da CUB

O sistema Sienge é um ERP especializado na indústria da construção, criado pela Softplan, que integra em uma única base os módulos de engenharia, suprimentos, contabilidade fiscal e financeiro de uma construtora ou incorporadora. Ele funciona como o sistema de registro do negócio. Este texto explica onde o sistema Sienge resolve o problema da gestão de recebíveis e onde começa o trabalho que continua no colo do time financeiro.

O que o sistema Sienge faz: módulos e papel de sistema de registro

Um ERP setorial existe porque a construção lida com objetos que um sistema genérico não modela bem, como orçamento de obra por composição, medição, apropriação de custo por centro e contrato de incorporação com plano de pagamento longo. O sistema Sienge foi desenhado para isso desde o início, em vez de adaptado de um ERP industrial genérico, e essa é a razão prática da sua adoção ampla no setor imobiliário.

Na parte que mais interessa à gestão de recebíveis, o módulo financeiro do sistema Sienge sustenta:

  • cadastro de contratos e planos de pagamento, com índices de correção, carências, parcelas intermediárias e saldo devedor por unidade;
  • contas a receber e contas a pagar, com previsão de vencimentos;
  • emissão de títulos e integração com o convênio bancário para geração de boleto;
  • apropriação contábil da receita e do custo do empreendimento;
  • relatórios de carteira, inadimplência e fluxo previsto.

A palavra que melhor descreve esse conjunto é registro. O sistema Sienge guarda a verdade sobre o que foi contratado e o que foi contabilizado. Quando algo muda, um aditivo, uma renegociação, uma baixa, é nele que o registro precisa terminar, ou o histórico da empresa deixa de fechar. Um sistema de registro bem alimentado é pré-requisito para tudo o que vem depois na operação, e é, por definição, um sistema voltado para dentro da empresa.

Por que o ERP que você usa pesa na hora de captar

Há um efeito colateral da escolha de ERP que raramente entra na decisão de compra: ele também é lido de fora, por quem avalia o crédito da empresa.

“O ERP que você utiliza é um fator competitivo. Se você utiliza o Sienge, é diferente de você usar um ERP local que nenhum investidor conhece.” — Leonardo Gasparin, CEO da CUB, em webinar para incorporadores no ecossistema Sienge

O contexto ajuda a entender essa afirmação. Segundo Gasparin, um fundo do setor recebe entre 50 e 100 pedidos de crédito ou viabilidades para cada empreendimento que efetivamente financia. Na triagem inicial, usar um sistema Sienge funciona como um atalho de confiança, já que sinaliza maturidade de gestão. O que esse sinal não garante é que o fluxo de recebíveis daquela carteira esteja de fato operando bem no dia a dia.

Essa distinção é importante. Rodar um ERP reconhecido no mercado resolve a primeira pergunta do analista de crédito: essa empresa registra o que faz? Ela não resolve a segunda pergunta, mais difícil de responder: esse registro corresponde ao dinheiro que está entrando na conta hoje, contrato por contrato?

Na prática, é na segunda pergunta que as operações de crédito costumam travar. O contrato está no sistema Sienge, mas o aditivo da renegociação feita no ano passado nunca foi lançado. O relatório de carteira é gerado, mas não bate com o extrato bancário, porque a baixa de três dias atrás ainda está pendente de conciliação. Nenhuma dessas situações é defeito do ERP. São processos que ficam entre o sistema Sienge e o mundo real, e que precisam de algo operando neles todos os dias.

Onde o sistema Sienge para: os 4 processos que continuam manuais

Depois da implantação de um ERP, quatro frentes seguem consumindo boa parte do tempo do time financeiro. Elas têm em comum o fato de dependerem de agentes externos à empresa, como o cliente e o banco, e nenhum ERP controla diretamente um agente externo.

1. A régua de cobrança chegar ao cliente certo. O sistema Sienge sabe quem deve e quanto deve. Ele não sabe se o telefone do cliente ainda está ativo, se o e-mail existe ou se a mensagem foi entregue. Uma base de contatos desatualizada transforma cobrança em inadimplência aparente, já que o cliente não paga porque nem recebeu a cobrança. Manter a entregabilidade é trabalho diário de higienização de base e comunicação multicanal, não uma função de cadastro do ERP.

2. A baixa e a conciliação bancária diária. O pagamento cai no banco e a baixa precisa voltar para o sistema Sienge no mesmo dia, batendo centavo a centavo, com multa e juros calculados pela regra do contrato. Quando esse retorno atrasa, todo relatório de carteira nasce com erro, e o time costuma descobrir isso em reunião, não no próprio sistema. A conciliação é o processo que mais frequentemente continua sendo feito em planilha ao lado de um ERP robusto.

3. O atendimento do mutuário. Segunda via de boleto, extrato, informe de rendimentos, simulação de antecipação, pedido de renegociação. É um volume de demandas alto, repetitivo e sensível, já que do outro lado está o cliente que comprou o maior patrimônio da vida dele. Sem portal próprio e sem automação de atendimento, essa fila cai no back office e disputa espaço com o fechamento do mês.

4. A carteira auditável para terceiros. Securitizadoras, fundos e gestoras não querem apenas um relatório. Querem consistência verificável, com o mesmo número aparecendo se a pergunta for feita novamente na semana seguinte. Montar essa consistência a partir de exportações manuais do ERP funciona uma vez, mas não funciona como rotina.

Juntas, essas quatro frentes explicam por que o maior volume de horas do back office de uma incorporadora costuma ser gasto em processo operacional, e não em decisão financeira. O time frequentemente não está analisando quais clientes podem voltar para a faixa de trinta dias de atraso. Está emitindo segunda via de boleto, um a um.

Como integrar o sistema Sienge a uma camada de gestão de recebíveis

A leitura errada deste texto seria concluir que a solução é trocar de ERP. A leitura correta é que o sistema Sienge é o sistema de registro da empresa, e ele precisa de um sistema de ação conectado a ele. É exatamente esse o desenho da CUB: a plataforma se integra ao ERP por API, sem substituí-lo, e assume a operação do fluxo financeiro voltado para fora da empresa.

O fluxo de uma integração desse tipo costuma seguir esta sequência:

  1. Integrar o cadastro de contratos, parcelas e saldos do sistema Sienge por API, sem digitação dupla.
  2. Higienizar a base de contatos e validar a entregabilidade antes de disparar qualquer cobrança.
  3. Automatizar a régua de comunicação multicanal, com meios de pagamento e Pix já embarcados.
  4. Conciliar o retorno bancário e devolver a baixa ao ERP no mesmo dia, aplicando multa e juros pela regra do contrato.
  5. Controlar a carteira por faixa de atraso, com trilha de auditoria pronta para a conversa com o investidor.

O resultado dessa integração não é ter menos sistemas na operação. É fazer com que cada sistema cumpra a função para a qual foi criado. O sistema Sienge continua sendo a verdade contábil e contratual da empresa. A camada de recebíveis passa a ser a verdade operacional do dinheiro, alimentando o ERP em vez de competir com ele.

Perguntas frequentes sobre o sistema Sienge

O que é o sistema Sienge?

É um ERP especializado na indústria da construção, desenvolvido pela Softplan. Integra em uma única base os processos de engenharia, orçamento de obra, suprimentos, recursos humanos, contabilidade fiscal e financeiro de construtoras, incorporadoras e loteadoras. Por ter sido criado para o setor, modela objetos que sistemas genéricos não cobrem, como medição de obra e contrato de incorporação com plano de pagamento longo.

Como fazer login no sistema Sienge?

O acesso ao sistema Sienge é feito pelo endereço da própria plataforma, com credenciais fornecidas pelo administrador do sistema dentro da empresa. A CUB não opera o login do Sienge. Para recuperar senha, liberar usuário ou tratar bloqueio de acesso, o caminho correto é o administrador interno da empresa ou o suporte oficial da Softplan.

O sistema Sienge faz gestão de recebíveis?

O módulo financeiro do sistema Sienge registra contratos, planos de pagamento, contas a receber e emite títulos, o que forma a base do registro da carteira. O que fica fora do escopo de um ERP é a operação diária voltada para fora da empresa: entregabilidade da cobrança, conciliação bancária no mesmo dia, atendimento do mutuário e trilha auditável para investidor. Essas frentes exigem uma camada integrada ao ERP.

A CUB substitui o sistema Sienge?

Não. A CUB se integra ao sistema Sienge por API e opera a camada de recebíveis, cobrança, conciliação, pagamentos e governança da carteira, devolvendo os lançamentos para o próprio ERP. A CUB é parceira de integração dos principais ERPs do mercado imobiliário, entre eles o Sienge, que segue como sistema de registro da empresa.

Vale trocar de ERP se o meu sistema é pouco conhecido?

A decisão é de cada empresa, mas existe um efeito prático a considerar: na triagem de uma operação de crédito, um ERP reconhecido no setor, como o sistema Sienge, funciona como sinal de maturidade de gestão. Ainda assim, o ERP sozinho não comprova que a carteira está operando bem. Essa comprovação vem da consistência entre contrato, banco e cobrança.

Sistema Sienge resolve o registro, não a operação do dinheiro

Um ERP setorial bem alimentado, como o sistema Sienge, resolve a pergunta se a empresa registra o que faz. O que decide o preço do funding e o tamanho do time de back office é a pergunta seguinte: esse registro corresponde ao dinheiro que está entrando hoje na conta? É nessa fronteira, entre o sistema Sienge e o mundo real, que a gestão de recebíveis acontece.

Converse com um especialista da CUB e veja como a integração com o seu ERP tira o operacional de recebíveis do colo do seu time.

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